Soneto: Quero ser

Deus deu-me a luz da clarividência
Ao nascer e a do entendimento
Depois a divina onipotência
Da poesia me deu o conhecimento.

Como ser unigênito da ciência
Inspirou-me com a luz do santo extro
Vei Apolo com um rio de refulgência
Deu-me o nome de poeta novo e destro.

E assim este nome me foi dado
De poeta e eu rejubilado
O amarei um dia quando morrer

O deixarei em sinal da minha meta
Este nome de gloria de poeta
Pois nasci para ser e quero ser.

Ismael Freire da Silva, Guarabira, 1952

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