Biografia


Ismael Freire
Ismael Freire da Silva, nasceu no ano de 1924 em Bananeiras-PB. Filho de José Belmiro Freire e Josefa Freire, tem seis irmãos e é pai de nove filhos.

Viveu parte da sua infância em Bananeiras. Em 1938 passou a residir em Belém-PB e chegou a Guarabira em 1940, passando a morar na Serra da Jurema. Já em 1945 desceu a Serra, vindo residir no Bairro do Rosário (fixando residência ali por 17 anos). Também residiu em Campina Grande e em outros bairros de Guarabira, a exemplo do Centro, na Rua Coronel Francisco Dias (Rua do Arame), na Rua do Capim, no Conjunto Assis Chateaubriand, e, finalmente no Bairro do Nordeste I, onde mora atualmente.

Não frequentou escolas, apenas aprendeu o "ABC" quando passou por Belém-PB, em 1939 com o professor Severino Pedra. Já em 1940 começava a vender cordéis nas feiras livres de diversas cidades. Em 1950, conseguiu aprender a escrever seu nome, até então sabia ler mais não sabia escrever.

Começou a compor suas primeiras poesias em 1950, enquanto que seus primeiros cordéis datam de 1952 o primeiro deles intitulado "Profecia de um velho mensageiro". Seu trabalho poético é citado em várias obras e por poetas de renome, a exemplo de Chico Pedrosa - um dos guarabirenses (nasceu no distrito do Pirpiri, área rural de Guarabira) mais destacados na poesia popular e cantoria de viola do Nordeste brasileiro.

Ismael já exerceu várias profissões: fogueteiro, ferreiro, agricultor, funileiro, além de ser poeta de qualidade ímpar. A arte da xilogravura também exerceu com maestria, ilustrando folhetos importantes. Ele vendeu cordéis na feira livre de Guarabira, cidades vizinhas e de outros Estados, como o Rio Grande do Norte. Nessas feiras, ele declamava as histórias presentes nos cordéis, a exemplo do "Romance do Pavão Misterioso", do seu amigo José Camelo de Melo.

Pessoas importantes na sua vida: Seu pai e sua mãe, além dos poetas: Francisco Pedro (Pedrosa), Joaquim Perventino, Manoel Camilo, José Alves de Pontes, Francisco Borges e Luis Gomes.

Também foi integrante de uma sociedade de violeiros (já extinta) em Guarabira e de outra sociedade de poesia do vizinho Estado do Rio Grande do Norte.

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