É por ti qu’eu vivo me lastimando
Solitário em desprego cruciante
Ao perpassas do sol rubro cintilante
No acaso às seis horas mergulhando.
É hora triste da saudade apertando
E uma voz maviosa exuberante
Traz monótono queixume penetrante
Fere-me o coração findo chorando.
Que meiga fonte de carinho exemplar
Quem é que não chora? Que é que não clama?
Quem é que não fica triste a suspirar?
Quem é que não se lastima por quem ama?
E pensativo julga o verbo amar
E em pingos cada lágrima se derramar.
(c) 2010. Ismael Freire
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Seu Ismael que soneto lindo!!
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